Atendendo a alguns pedidos, decidi publicar na nossa rica língua vernacular, que me é, apesar de tudo, cara. Sem mais preâmbulos, segue-se o poema, intitulado 'Tu' (penso que o texto fala por si...):
Tu és o centro do meu pensamento,
O suporte da minha imaginação,
E, porém, és sentida dor, o sofrimento
De jamais ser meu o teu coração.
Os teus olhos cravados, azuis,
Na minha alma
Enevoada, és tu que fluis
Nas veias do meu coração sem calma.
Arrasas as correntes que prendem
A minha emoção, os meus olhos tendem
A perder a razão quando te vejo,
És, objectivamente, todo o meu desejo.
Vens drenar as águas geladas
Da minha fria razão, que me faz solitário,
Quando sem quereres murmuras: “Nadas
Em mim?”, és o meu estuário.
Quero ser o brilho
Dos teus olhos, a carne
Da tua boca, o toque
Da tua face, o teu cheiro…
Amar-te, ser feliz…
Beijar-te, mergulhar em ti…
Sonhar contigo.
Quero ver a tua beleza
Sem par, sentir o furor
Da minha vida acesa
Pelo teu doce ardor.
Quero caminhar pela vida
E subir ao céu, dançando, a teu lado.
Saturday, June 27, 2009
Subscribe to:
Post Comments (Atom)

No comments:
Post a Comment